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Documentário “Território de Brincar” tem montagem da associada Marília Moraes.

09.JUN.15 | O documentário “Território do Brincar”,  de David Reeks e Renata Meirelles, em parceria com o Instituto Alana conta com montagem da associada Marília Moraes.

O filme está em cartaz no Espaço Itau de Cinema as 13:20, 15:00 e 20:20.

Fruto de dois anos de filmagens nos mais diversos territórios do Brasil em busca do universo lúdico das brincadeiras infantis, o filme não mostra adultos.

Segundo Marília, “Trata-se de um filme com uma montagem muito específica, apoiada principalmente no gesto da criança. Tem muita profundidade de olhar e propõe uma discussão interessante.”

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Trailer oficial do filme:

Filmes montados por associados recebem prêmios no Curta Cinema

15.NOV.14 | O Curta Cinema, Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, encerrou sua vigésima quarta edição tendo exibido uma seleção da variada recente produção no formato.

O júri da mostra competitiva nacional foi formado por Magali Simard, Katrin Küchler e André Miranda, e premiou filmes que tiveram montagem de associados da edt.

“O Bom Comportamento”, montado e dirigido por Eva Randolph (com co-montagem de Marília Morais), recebeu o prêmio de melhor roteiro (de Eva Randolph e René Guerra).

“A Deusa Branca”, montado por Alexandre Gwaz, tecebeu o pêmio de melhor direção para Alfeu França.

O público também votou em filmes que tiveram participação de nossos associados. Com montagem de Julia Bernstein, Ameaçados”, de Julia Mariano, foi eleito o melhor filme pelo júri popular na competição nacional e “Outono”, filme de Anna Azevedo montado por Eva Randolph, foi escolhido pelo público na mostra Panorama Carioca.

Filmes montados por associados da edt. são premiados no Festival do Rio

09.OUT.14 | A edição de 2014 do Festival do Rio terminou nesta quarta premiando, em diversas categorias, títulos que tiveram montagem de associados da edt.

“Sangue Azul”, de Lírio Ferreira, foi o longa de ficção vencedor da mostra competitiva da Première Brasil. O filme, montado por Mair Tavares e Tina Saphira, recebeu também os prêmios de melhor direção e melhor ator coadjuvante.

“Casa Grande”, de Fellipe Barbosa, foi eleito melhor longa de ficção pelo júri popular. A associada Nina Galanternick assina a montagem do filme, junto com Karen Sztajnberg. O documentário escolhido, “Favela Gay”, dirigido por Rodrigo Felha, foi montado por Quito Ribeiro.

Na mostra Novos Rumos, “O bom comportamento”, dirigido por Eva Randolph e montado por ela e Marília Morais, foi escolhido o melhor curta. Alexandre Gwaz montou “Deusa Branca”, de Alfeu França, vencedor do prêmio especial do júri.

Parabéns aos associados, que mais uma vez marcaram firme presença nesse que é um dos mais importantes festivais do Brasil.

Confira a lista completa dos premiados do festival:

Melhor Longa-Metragem de Ficção: Sangue Azul, de Lírio Ferreira
Melhor Longa-Metragem de Doc: À Queima Roupa, de Theresa Jessouroun
Melhor Curta-Metragem: Barqueiro, de José Menezes e Lucas Justiniano
Melhor Diretor de Ficção: Lírio Ferreira ( Sangue Azul)
Melhor Diretor de Doc: Theresa Jessouroun (À Queima Roupa)

Melhor Atriz: Bianca Joy Porte (Prometo Um Dia Deixar Essa Cidade)
Melhor Ator: Matheus Fagundes (Ausência)
Melhor Atriz Coadjuvante: Fernanda Rocha (O Último Cine Drive-In)
Melhor Ator Coadjuvante: Rômulo Braga (Sangue Azul)
Melhor Fotografia: André Brandão (Obra)
Melhor Montagem: Luisa Marques (A Vida Privada Dos Hipópotamos)
Melhor Roteiro: Murilo Salles (O Fim E Os Meios)
Prêmio Especial Do Júri: Ausência, de Chico Teixeira
Prêmio pelo Conjunto da Obra: Othon Bastos

Novos Rumos
Melhor Filme: Castanha, de Davi Pretto
Melhor Curta: Bom Comportamento, de Eva Randolph
Prêmio Especial do Júri: Deusa Branca, de Alfeu França
Júri presidido por Felipe Bragança e composto por Bianca Comparato e Cavi Borges

Prêmio Fipresci: Obra, de Gregorio Graziosi
Júri composto por Ernesto Diez Martinez, Luiz Zanin e Roni Filgueiras

Júri voto popular
Melhor Longa Ficção: Casa Grande, de Fellipe Gamarano Barbosa
Melhor Longa Documentário: Favela Gay, de Rodrigo Felha
Melhor Curta: Max Uber, de Andre Amparo

Mostra Geração: Finn, de Frans Weisz

Prêmio Felix
Melhor Documentário: De Gravata e Unha Vermelha, de Miriam Chnaiderman
Melhor Ficção: Xenia, de Panos H. Koutras

Prêmio Especial do Júri: Toda Terça-Feira, de Sophie Hyde

 

 

 

Academia Brasileira de Cinema premia Marília Moraes por “Elena”

29.AGO.14 | “Elena”, de Petra Costa, recebeu o trofeu Oscarito de melhor longa-metragem documentário na cerimônia do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, ocorrido na última terça no Teatro Municipal carioca. O filme também foi premiado na categoria melhor montagem de documentário, assinada pela associada da edt., Marília Moraes, e por Tina Baz.

Sobre o trabalho, Marília nos contou com exclusividade:

“Foi um processo bem diferenciado e desafiador. A natureza da história era pesada, o drama era real, a diretora era uma das personagens e o material foi sendo descoberto e também filmado ao longo do processo de montagem. A ilha de edição esteve presente em todo o tempo em que o filme foi feito. As decisões estruturais, os pesos dos personagens, a procura pelo tom certo da voz off que narra o filme, a confecção dos textos, e todo o corpo do filme foi se formando na ilha. Havia a colaboração de uma roteirista e escolhemos contar a história em um formato ficcional, apesar de estarmos tratando de um documentário.  O envolvimento era grande, mas não podia ultrapassar a minha função de montadora. Por ser um filme extremamente íntimo e pessoal, o meu olhar tinha que estar ainda mais atento e no lugar do espectador. Essas nuances que guiavam a escolha do que interessava realmente ser mostrado ou abordado e a maneira em que os pensamentos e sentimentos da Petra se transformavam em cenas dentro do filme foi sem dúvida o maior desafio. Era necessário lidar com os extremos, falar da morte com delicadeza e dar o peso certo a cada situação para que a história pessoal fosse transformada em um drama universal, algo com que qualquer pessoa pudesse em algum momento se identificar.  Foi um trabalho longo, que me proporcionou muitos aprendizados e é emocionante ver como o público abraçou o filme e se sente verdadeiramente tocado por esse drama”.

A melhor montagem para longa de ficção foi para Márcio Hashimoto, por “Faroeste Caboclo”. O filme de René Sampaio recebeu a maior parte do prêmios da noite.

O júri do Grande Prêmio é composto pelos sócios da Academia Brasileira de Cinema. A entidade é atualmente formada por mais de duzentos profissionais da área cinematográfica nacional.

Confira a lista completa dos premiados:

MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO

Faroeste Caboclo

MELHOR DOCUMENTÁRIO

A Luz do Tom

MELHOR COMÉDIA

Cine Holiúdy

MELHOR FILME INFANTIL

Meu Pé de Laranja Lima

MELHOR ANIMAÇÃO

Uma História de Amor e Fúria

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Django Livre (Estados Unidos)

MELHOR DIREÇÃO

Bruno Barreto (Flores Raras)

MELHOR ATOR

Fabrício Boliveira (Faroeste Caboclo)

MELHOR ATRIZ

Glória Pires (Flores Raras)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Wagner Moura (Serra Pelada)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Bianca Comparato (Somos Tão Jovens)

MELHOR FOTOGRAFIA

Gustavo Hadba (Faroeste Caboclo)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

José Joaquim Salles (Flores Raras)

MELHOR FIGURINO

Marcelo Pies (Flores Raras)

MELHOR MAQUIAGEM

Siva Rama Terra (Serra Pelada)

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Uma História de Amor e Fúria

Serra Pelada

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Kléber Mendonça Filho (O Som ao Redor)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Marcos Bernstein e Victor Atherino (Faroeste Caboclo)

MELHOR MONTAGEM – FICÇÃO

Márcio Hashimoto (Faroeste Caboclo)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO

Marília Moraes e Tina Baz (Elena)

MELHOR SOM

Leandro Lima, Mirian Biderman, Ricardo Chuí e Paulo Gama (Faroeste Caboclo)

MELHOR TRILHA SONORA

Paulo Jobim (A Luz do Tom)

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Phillipe Seabra (Faroeste Caboclo)

MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO

Flerte, de Hsu Chien

MELHOR CURTA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO

A Guerra dos Gibis, de Thiago Brandimarte Mendonça

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

O Menino que Sabia Voar, de Douglas Alves Ferreira

 

 

 

Estreia da Seção Match Frame, com Marília Moraes

04.NOV.13 | Na seção Match Frame, associados respondem a algumas perguntas sobre seu trabalho, cinema, tecnologia e a associação. Estreamos com Marília Moraes, montadora de “Elena”, “Feliz Natal”, “O Palhaço”, entre outros.

Marilia

Marília na estreia do filme “Construção”, Carolina Sá (foto: Renata Duarte)  

marilia e Selton

Marília Moraes e Selton Mello dividiram o prêmio de melhor montagem de ficção do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em 2012 (foto: Mônica Imbuzeiro / O Globo)

 

1)   Fale sobre o projeto em que você está trabalhando atualmente.

No momento, estou num pequeno intervalo na montagem do documentário “Recordações Nordestinas” sobre a vida e obra do compositor João Silva, dirigido por Deby Brennand. É uma história tocante de um homem que enfrentou inúmeras dificuldades para seguir em busca de seu maior sonho, conhecer e trabalhar com Luiz Gonzaga. Mesmo sendo semi-analfabeto, João se estabeleceu como um dos maiores parceiros de Gonzaga, tem um vasto repertório de músicas gravadas, no entanto não é muito conhecido pelos seus feitos. Teve problemas de alcoolismo e dificuldades para lidar com as questões de direito autoral. Sua importância no meio musical é inegável e com um jeito muito peculiar de se autorretratar, João inventa sua vida na frente das câmeras e conta seus “causos” absurdos que revelam a vida sofrida de um nordestino, um homem simples, digno e sonhador.

Após mergulhar em 60 horas de material bruto, conseguimos alinhavar uma estrutura narrativa para contar essa história. Detectamos a necessidade de produção de novas imagens e também de uma pesquisa de arquivo mais profunda. Achamos por bem parar a montagem por um mês e voltarmos pra ilha quando estivermos com esse novo material em mãos.

Nesse tempo, fui convidada para editar algo que faço com menos frequência, mas que tenho um enorme prazer em realizar que é o programa musical “Estúdio do Dado”, dirigido por Gabriela Gastal e Clara Cavour, onde o guitarrista Dado Villa Lobos recebe convidados para uma sessão de ensaios em seu estúdio. Num clima intimista, Dado e os convidados tocam livremente suas novas canções e inspirações.

Considero essa uma boa oportunidade para exercitar a sensibilidade através da música, experimentar um pouco mais de liberdade nos cortes e apurar o olhar estético.

2)   Qual foi o trabalho que significou o maior desafio em sua carreira e explique o porquê.

Considero o maior desafio da minha carreira, sem dúvida, a montagem do filme “Feliz Natal” (2008) dirigido por Selton Mello. A minha parceria com ele se iniciou neste trabalho e dura até hoje.

Ambos estávamos estreando nas funções exercidas, eu como montadora, porque até então eu era assistente de montagem e ele como diretor e co-montador.

A montanha era íngrime, o trabalho foi árduo e longo.

Precisávamos tomar decisões estruturais que mexiam completamente com o rumo da história que deveria ser contada. Tínhamos um material vasto, muitas cenas tecnicamente bem realizadas, além de brilhantes atuações, mas que necessariamente deveriam ser cortadas.

Que critério usar? Como priorizar certas cenas em detrimento de outras? Como ordená-las da melhor forma? O que precisava estar explícito, o que teria apenas que ser insinuado e o que precisaria ser suprimido?  Enfim, as questões eram inúmeras e a minha experiência era mínima.

O desafio estava imposto e isso foi muito estimulante. O que pude oferecer naquele momento foi uma enorme disposição para o trabalho ao  testar incansavelmente muitos caminhos. Além disso, a minha atenção e sensibilidade estavam redobradas para me ater no que realmente importava naquele drama, identificar e cortar os excessos para que a força da história fosse potencializada.

Foram meses na ilha de edição, muitos cortes e muitas discussões que me fizeram amadurecer rapidamente, fui aprendendo no mesmo momento em que estava com a mão na massa. Uma experiência inesquecível.

3)   As recentes mudanças tecnológicas tiveram algum impacto sobre a sua forma de pensar a montagem e de trabalhar?

Eu já lido com a edição não-linear desde o princípio da minha carreira, opero o Final Cut e o Avid, portanto, o maior impacto que sofri foi de uns 3 ou 4 anos pra cá onde a quantidade de material que chega até o editor praticamente quadriplicou de volume após o aperfeiçoamento e populararização das câmeras digitais.

Essa é uma questão que a cada dia se torna imprescindível que falemos sobre, pois essa situação já virou um padrão: a quantidade além de ser exagerada, na maioria das vezes vem sem direcionamento prévio, cabendo ao editor acumular funções que não lhe dizem respeito.

A forma que eu penso a montagem ainda não se transformou. Sou uma montadora que gosta dos brutos, que recorre a eles em diferentes horas ao longo do trabalho, o examina com cuidado e o seleciona muito atentamente, independente do que eu vá montar, ficção ou documentário. Acho esse processo necessário e inspirador, pois te joga para dentro do universo que vai ser desenvolvido e faz com que você domine as suas possibilidades de criação. No entanto, com essa quantidade desmedida de material, a análise cuidadosa é muito dificultada e o que eu tenho feito pra proteger o meu trabalho físico e mental é tentar prolongar os prazos e ganhar mais tempo pra manusear o material antes de efetivamente editá-lo.

A montagem tem o seu tempo específico, além do tempo de maturação que é muito essencial. Isso não pode ser ignorado. Os processos de conversão, sincronização e organização não podem ser considerados tempo de montagem. Procuro fazer com que o material chegue até a mim devidamente organizado e calculo as minhas semanas de trabalho a partir da quantidade do material bruto de cada projeto.

4) Como você acha que a associação pode contribuir para a nossa categoria? Você já notou alguma mudança? Tem alguma sugestão?

A edt., ao meu ver, tem uma função extremamente importante para nós profissionais liberais que é inaugurar esse espaço de discussão e reflexão a cerca do nosso ofício. Sermos um grupo coeso nos fortalece perante o mercado de trabalho que é informal por natureza e muitas vezes nos deixa em situações em que realmente não sabemos como agir.

Exigir mínimos direitos, ouvir experiências de outros profissionais, se organizar em nome de ideais comuns, falar sobre questões teóricas e práticas do trabalho faz com que nos sintamos mais confiantes e preparados para desempenhar nossa função.

Assim como qualquer mudança que acontece, quando fazemos parte dela demoramos um pouco mais para notá-la. Acredito que aos poucos estamos conquistando nosso lugar e principalmente adquirindo um rosto, tomando uma personalidade que se tornará mais concreta se dermos sequência a esse ótimo trabalho que vem sendo desenvolvido.