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07.08.17| Sábado ocorreu o primeiro de uma série de encontros organizados pela edt. chamado Manual do Freelancer para abordar temas como contratos, previdência, relações trabalhistas, aposentadoria e fundos de investimento.

Augusto Medeiros e Rebecca Barros – mestres em economia pela FGV – ofereceram sua expertise para explicar assuntos que muitas vezes temos dificuldade em lidar, mas que são importantes para o gerenciamento da carreira como free-lancer.

 FUNDOS – “Poupem.” Essa foi a principal recomendação para uma geração de transição que, como pessoas jurídicas, passa a ter responsabilidades que a CLT atribuía aos empregadores. Somos nosso próprio setor administrativo, jurídico e financeiro. “São necessários 2 fundos: um para emergência, outro de longo prazo”. Em ambos os casos, Rebecca e Augusto sugerem que se destine todo mês uma certa quantia, “disciplinadamente, como se fosse o pagamento de uma conta”. Mesmo que o valor não seja alto, a regularidade vai trazer um enorme benefício. A reserva para emergência pode ser planejada, por exemplo, para que daqui a um ano estejamos protegidos para um mês sem trabalho, ou em 5 anos estejamos protegidos para 6 meses. Com isso, diminui a urgência de pegar qualquer trabalho em qualquer condição, só para não ficar no vermelho. Assim, aumenta nosso poder de barganha e, se a maioria de nós conseguir adotar esse procedimento, nos protege contra a desvalorização da nossa profissão no mercado de trabalho. Fortalece a todos e a cada um. Para o fundo de longo prazo, Augusto apresentou uma série de cálculos levando em conta a idade de início e término da contribuição, valor mensal investido e rendimento anual da aplicação. Como resultado, a quantidade de anos que o fundo proveria uma quantia mensal pré-estabelecida, que pode ser ligeiramente inferior à receita atual, uma vez que alguns gastos com impostos e descontos deixam de existir. A calculadora usada na palestra em breve estará disponível para os associados da edt. Os exemplos deixaram claro a diferença abissal que fazem a idade de início e os juros anuais. Ou seja, comece o quanto antes (“se não começou aos vinte, já está atrasado”, ressaltou Augusto) e escolha criteriosamente a aplicação dos recursos. O próximo encontro deve reunir especialistas para discutir exatamente as opções de investimento.

CONTRATO – Augusto é diretor financeiro da produtora Panorâmica, então pode oferecer a perspectiva das cláusulas contratuais pelo “outro lado do balcão”. Explicou que devemos pensar as relações de trabalho de forma clara e direta, colocar no contrato tudo o que nos é importante. Não é malvisto tentar defender seus interesses – valores, multa por atraso –, mas a postura durante as negociações faz toda a diferença. Augusto: “o combinado não sai caro”. Deixar o combinado claro antes de botar no papel, de preferência com o acordo já estabelecido por email, para só ter que tirar o contrato da gaveta em último caso. Medida extrema. Augusto ressaltou também que se o contrante desde o início não aceitar colocar em contrato as modificações sugeridas é melhor não entrar no projeto. É preciso lembrar que uma vez aceito o trabalho temos exercer nossa missão da melhor forma. CUSTO CLT X PJ – Necessidade de se adaptar à nova mentalidade e pensar fora do modelo CLT. Frisaram que faturamento não é salário. Exemplos: Para um pagamento de R$10.000, o imposto do CLT é de R$2321,76, contra R$703,07 do PJ. Este, no entanto, tem ainda o gasto com um contador, digamos, de R$500. Sobre o valor bruto de R$10.000, portanto, o CLT recebe R$7678,24 (mais benefícios) e o PJ recebe R$8796,93. A calculadora de receita bruta x líquida usada na palestra em breve estará disponível para os associados da edt. É importante ter em mente, principalmente para quem presta serviços regularmente ou exclusivamente para uma empresa, que, com os encargos do regime CLT, o mesmo pagamento de R$10.000 custa para o empregador R$16.500. Parte dessa diferença se refere a impostos para o governo, outra parte se refere a benefícios que o contratado PJ deixa de receber. Portanto, faz sentido que se busque o acordo em um valor intermediário. Estar bem informado é a nossa melhor defesa.

NEGOCIAÇÕES COLETIVAS – Os consultores recomendam ainda negociar coletivamente alguns tópicos – como assistência jurídica, assistência de saúde, previdência privada, assessoria financeira e assessoria contábil – e gerar material de consulta passo a passo para esses temas. Para isso, precisamos intensificar o diálogo e a participação entre os associados, com grandes benefícios para todos.

NOTA DE AGRADECIMENTO – A edt., em nome de seus associados, agradece a Rebecca Barros e Augusto Medeiros, que gentilmente nos dedicaram gratuitamente seu tempo, conhecimento e atenção para oferecer essa palestra.

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