Eventos edt. > Seminário sobre softwares da edt. reune mais de 100 profissionais

12.NOV.14 | O seminário “Com que Software eu vou?”, produzido pela edt., reuniu cerca de 100 profissionais de edição e pós-produção, ao longo de sua ampla programação, no dia 8 de Novembro de 2014. O evento, realizado no auditório da CPM, na Escola de Comunicação da UFRJ, foi transmitido ao vivo por streaming e poderá ser visto em breve aqui no site da edt. Foram 4 apresentações de softwares de edição por instrutores profissionais. Avid Media Composer, Final Cut X, Adobe Premiere e Lightworks foram brevemente explicados ao público, que fez perguntas e não arredou o pé do auditório. De um modo geral, os instrutores não procuraram defender os softwares, mas apresentar suas potencialidades e algumas limitações.

Na parte da tarde, ocorreu o debate, que para muitos, foi o grande momento do evento, pois foi possível ouvir o relato de profissionais que adquiriram bastante experiência nos principais softwares que procuram ocupar o lugar do extinto Final Cut 7. Na platéia, a ampla maioria ainda usa o Final Cut 7 e a parte que já migrou dividiu-se entre os que optaram pelo Final Cut X e pelo Premiere, e alguns poucos foram o para Avid.

Keila Borges, Coordenadora de Pós-produção, falou sobre sua recente experiência profissional, em que implementou o uso de Final Cut X em uma campanha eleitoral para governador no Rio de Janeiro. Ela explicou as razões para sua opção e garante que não se arrepende. Ela conseguiu adaptar todo o processo de trabalho que costuma usar de acordo com as possibilidades do software. Para ela, tudo o que se quiser fazer em termos de edição é possível com qualquer um dos softwares, basta apenas pesquisar. Ela ressaltou a importância da presença do profissional de pós-produção em todo o tipo de produto audiovisual, comparando à importância do produtor na fase de captação: “nenhum projeto começa sem um produtor. A mesma coisa deveria acontecer na finalização, o pós-produtor é tão necessário quanto”.

Adenilson Muri, produtor de finalização, contou sobre sua experiência na Conspiração, onde pesquisou por 2 anos qual software iriam adotar em substituição ao Final Cut 7, em suas mais de 15 ilhas de edição. Ele apresentou uma metáfora que arrancou muitos risos na platéia. O Avid seria como uma casa extremamente organizada. As cuecas ficam em uma gaveta, as camisas em outra, as calças em cabides, etc. O Final Cut 7 e o Premiere são mais bagunçados. Você tem tudo misturado, gavetas com camisas, meias e cintos. Mas na “casa” Avid roupa amassada não entra. Então temos que passar as roupas antes, em referência à conversão de material. Enquanto que o Final Cut 7 e, principalmente, o Adobe Premiere aceita roupas amassadas e rasgadas. Mas na “casa” Premiere pode até entrar tudo amarrotado, no entanto é necessário um super ferro de passar, um super aspirador de pó, uma vassoura excepcional. Isso significa que em sua ampla pesquisa percebeu que o Premiere, para funcionar bem, sem travar, necessita de uma placa de vídeo muito boa, uma boa capacidade de processamento de dados e memória ram. Embora ele acredite que o Avid seja o software mais estável e confiável, a opção da empresa foi pelo Premiere. O grande motivo pelo qual não adotaram o Avid foi altíssimo valor que teriam que pagar pelo Edit Share, único sistema de compartilhamento de mídias aceito pela Avid.

O Premiere também agradou a Rodolfo Vaz, editor, e Guilherme Ferreira, assistente de edição, que garantem que o software é uma espécie de Final Cut 8, tamanha a semelhança com o Final Cut 7. Um dos principais argumentos a favor é de que o software lança atualizações constantes e bastante interessantes, incorporando de fato as reivindicações feitas pelos usuários em seu fórum. Ainda há problemas, como, por exemplo, um limite de tamanho para os projetos, sendo necessário que se abra um novo projeto quando o projeto em uso atinge um determinado tamanho. Esse é um dos motivos pelos quais Wellington Dutra, o Wel, assistente de edição com vasta experiência em Avid, ainda desconfia da performance do Premiere e Final Cut X em projetos com muito material.

Parte das perguntas da platéia foram relativas ao trabalho do assistente de edição, e eles garantem: o fato de não ser necessária a conversão de material em certos workflows não diminuiu em nada o trabalho do assistente, pois, segundo eles, a notícia se espalhou para o set de filmagem que passou a filmar ainda mais. A sobrecarga de trabalho dos assistentes foi tematizado e pareceu haver um consenso sobre a importância de que o assistente acompanhe o trabalho dos editores na ilha de edição, como parte de sua formação.

O objetivo do seminário não era realizar um julgamento sobre os softwares, e selar um acordo entre os profissionais, mas entender o caminho que o mercado está tomando e fornecer informações suficientes para que cada um possa tomar suas decisões. O que se pôde perceber é que quem adotou o Premiere está satisfeito, assim como quem adotou o Final Cut X. Por um lado, a notícia é boa, pois quer dizer que as opções são interessantes, quando poderiam não ser… Por outro lado, é possível que seja necessário aprender mais de um software para atender às demandas do mercado de trabalho.

Uma coisa é certa: a troca de experiência foi extremamente enriquecedora para quem pôde participar e revelou um profundo desejo de que encontros como esses sejam mais freqüentes.

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Web Flyer Seminário

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